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terça-feira, 15 de junho de 2010



O INVERNO É GOSTOSO DESDE QUE NÃO AFETE NOSSOS FILHOS NÃO É MESMO MAMÃES...

É só o termômetro baixar e toca correr pro pediatra com a criança gripada, ouvidinho doendo, dor de garganta, pneumonia e, agora, até com coqueluche, uma doença que estava controlada mas parece que voltou. Nessas horas, a informação é a grande aliada para encarar a temporada de males que complicam com o frio sem estressar muito.


na época de frio que o vírus Influenza, da gripe, pega mais no pé da gente, principalmente no das crianças. Chega a atingir até 50% da galerinha de 0 e 12 anos. Pneumonia também é outro fantasma que volta a assustar muitos pais no inverno. Segundo dados da Unicef, ela causa a morte de três milhões de crianças em todo o mundo. Também é nessa época que crianças com alergia respiratória sofrem mais. Isso porque elas ficam mais tempo em locais fechados, o que facilita a transmissão dos vírus e das bactérias, sem contar que, expostas à baixa temperatura e ao clima seco, as vias respiratórias ficam mais sensíveis. A informação é uma das armas para enfrentar o problema. Por isso, preparamos esse guia com dados sobre as principais doenças que atacam no inverno e uma que parece ter voltado, a coqueluche. Com ele à mão, fica mais fácil conversar com o pediatra e encontrar a melhor saída para manter sua família forte e saudável nesse inverno.

A gripe em bebês e crianças


Como se contagia, previne-se, e se trata a gripe nos bebês e nas crianças. A gripe é uma infecção respiratória altamente contagiosa, que apresenta os seguintes sintomas: febre elevada, cefaléias, vômitos, tosse seca, e em alguns casos, rinite, conjuntivite, e faringite. Este estado pode tardar de 2 a 4 dias. A gripe aparece em casos isolados que podem chegar a epidemias principalmente em épocas de inverno. O período de incubação é de 1 a 3 dias. Em crianças pequenas é frequente encontrar complicações como a otite média aguda, e a bronquite.

Contágio da gripe em crianças e bebês
É uma enfermidade viral produzida pelo vírus Influenza. Periodicamente aparecem novos tipos de vírus, por isso é difícil sua prevenção. Afeta gravemente a anciãos, crianças, ou pessoas que sofrem de asma, cardiopatias, desnutrição, transtornos da imunidade, diabetes, etc. Pessoas com esse quadro clínico devem visitar ao médico antes do inverno para que llhe apliquem, a vacina antigripal.
No Brasil, do mês de abril ao mês de maio são aplicadas gratuitamente vacinas nos postos de saúde de todo o país.

Tratamento da gripe em crianças e bebês

Para a febre, não é necessário o uso de antibióticos. Os antitérmicos são suficientes. Os antibióticos só serão receitados pelo médico no caso em que a febre se prolongue por mais de 3 dias. O tratamento da gripe consiste no adequado manejo dos sintomas com o uso de nebulizadores para a desobstrução das vias respiratórias altas (quando o médico achar necessário), o repouso do paciente, e a contínua ingestão de líquidos.

Gripe e resfriado
A causa mais comum do resfriado é o rinovírus. Já na gripe, o culpado é o vírus Influenza. São doenças virais e os sintomas e a prevenção, parecidos.

Como identificar: Os sintomas do resfriado são congestão do nariz e, às vezes, tosse seca e febre. Na gripe, febre alta, dores musculares e secreção no pulmão, com tosse e coriza.

Tratamento convencional: Manter a criança bem hidratada para fluidificar as secreções do organismo e eliminá-las rapidamente. Por essa razão os médicos indicam pingar no nariz soluções salinas. “Existe um medicamento que combate o vírus Influenza, mas ele só funciona se for aplicado até 48 horas depois de iniciada a gripe”, diz o pediatra Evandro Baldacci. Para aliviar a dor, recorre-se a analgésicos.

Tratamento alternativo: Homeopatas e antroposóficos também aconselham hidratar a criança. “Indico um soro caseiro feito com suco de laranja fresco, uma pitada de sal e uma colher de café de açúcar”, diz o homeopata Paulo Rosenbaum. Chás quentes de ervas, caldos vegetais e canjas também auxiliam, pois aquecem a garganta e desaceleram a reprodução do vírus, além de funcionar como descongestionantes. Se a febre passar dos 39 graus, ou durar mais de três dias, o médico precisa avaliar pessoalmente a criança para ver se precisa de algum remédio.
Prevenção: Para a gripe, a vacina contra o vírus Influenza é a melhor opção.

Otite
Existem dois tipos de otite: a externa e a média. A primeira acontece bastante em crianças que ficam muito tempo na piscina ou tomam banho e não secam direito o ouvido. Já a segunda é uma complicação da gripe, quando a coriza se acumula no ouvido médio.

Como identificar: Nos dois tipos, a dor é muito intensa e a criança não agüenta uma leve pressão dos dedos em torno do ouvido. Também podem surgir gânglios embaixo da mandíbula.

Tratamento convencional: No caso da otite externa, os médicos receitam medicamentos à base de corticóides para pingar no ouvido e reduzir a inflamação. Analgésicos e compressas quentes também são recomendados para diminuir a dor. A otite média de crianças muito pequenas normalmente é tratada com antibióticos. Já em crianças maiores, boa parte dos casos se resolve espontaneamente, apenas controlando a dor.

Tratamento alternativo: A homeopatia inicialmente indica um medicamento para fortalecer o sistema imunológico e outro para combater a infecção. Segundo o pediatra antroposófico Antonio Carlos de Souza Aranha, suspender o leite da alimentação da criança durante a doença também ajuda, pois ele colabora com a produção de muco. A orientação vale para todas as doenças respiratórias em que as vias ficam congestionadas com secreção.
Prevenção: Para prevenir a otite externa, a sugestão é pingar no ouvido da criança duas a três gotinhas de óleo de amêndoa antes de ela entrar na piscina. Quando a criança sai da piscina, o ideal é secar bem o ouvido e pingar três gotinhas de álcool de cereal, encontrado em qualquer farmácia. Já para a otite média, é bom não amamentar o bebê e deitá-lo em seguida. Se regurgitar, o líquido sobe pela fossa nasal até chegar ao ouvido e causar uma inflamação.

Sinusite
Normalmente ela ocorre como uma complicação da gripe. A secreção se acumula nas cavidades do rosto, causando dores e dificuldade de respirar pelo nariz.

Como identificar: Nariz entupido com corrimento amareloesverdeado, dor de cabeça, tosse e mau hálito. A criança também pode sentir dores na região dos olhos, na testa, nas bochechas e até nos dentes superiores.

Tratamento convencional: Analgésicos para aliviar a dor e hidratação do corpo para facilitar a desobstrução das cavidades congestionadas. A causa da sinusite pode ser viral ou bacteriana, portanto é importante levar a criança ao pediatra para verificar se é necessário utilizar antibióticos ou não. Pode acontecer de a sinusite melhorar naturalmente. Se ela for viral, demora mais ou menos sete dias, se for bacteriana pode durar até um mês. Mas como os sintomas são muito incômodos e é uma doença que pode se tornar crônica, todo cuidado é pouco. “Muitas vezes, acredita-se que fazendo um raio X ele detectará na hora se a criança está com sinusite, o que é um engano. Os pais devem ficar atentos com o médico”, alerta o doutor Baldacci.

Tratamento alternativo: A medicina antroposófica indica a inalação de chá de camomila ou de sálvia. Você coloca o chá numa bacia e envolve a cabecinha da criança com uma toalha para que ela inspire mais vapor. “Outra recomendação é acrescentar uma colher de café de sal para cada xícara de chá de sálvia. Depois de fria, a solução pode ser pingada no nariz como um sorinho caseiro descongestionante”, indica o doutor Aranha.

Prevenção: Se a criança sofre de sinusite crônica ou recorrente (aquelas que duram meses e até anos), ou mesmo de alergias como asma e rinite (que às vezes desencadeiam a sinusite), procure mantê-la afastada de fumaça de cigarro, produtos químicos com cheiro forte e ambientes secos e empoeirados. É também aconselhável manter o nariz da criança sempre limpinho e desobstruído.

Amidalite
Surge com freqüência como decorrência da gripe, quando a inflamação vai para as amídalas.

Como identificar: A garganta dói e há dificuldade de engolir. Outros sinais são placas brancas de pus na garganta, febre e gânglios inchados em qualquer lado do pescoço e da mandíbula.
Tratamento convencional: Em 85% dos casos a amidalite é viral, portanto sem necessidade de antibiótico. Se for bacteriana, tem de entrar no remédio e ficar atento: “Se o médico receitar antibiótico não pode interromper o tratamento logo que a criança melhora. Fazendo isso, a bactéria permanece no organismo e a criança corre o risco de ter febre reumática, que ataca os rins, as articulações e até o coração”, afirma o pediatra Baldacci.

Tratamento alternativo: A homeopatia trata caso a caso. Uma receita fitoterápica alivia a dor e a infecção: gargarejo com chá de folhas de sálvia, que tem propriedades anestésicas, e um pouquinho de sal, que é anti-séptico.

Prevenção: Manter a criança afastada de outras que estejam com o problema e cuidar bem da gripe.

Rinite
Alergia que irrita a mucosa do nariz. Basta o ar ficar seco, cair a temperatura ou a criança entrar em contato com determinadas substâncias para desencadear a crise. “Uma criança saudável precisa passar por uma variação de temperatura de oito a dez graus para congestionar o nariz e a alérgica fica mal com apenas dois graus de diferença”, explica Baldacci.

Como identificar: Congestão nasal freqüente, espirros, inchaço da face e coceira no nariz.
Tratamento convencional: Identificar o que provoca a reação alérgica e evitar que a criança entre em contato. Na fase aguda, com freqüência se usa medicamentos à base de corticóides e soluções salinas para fluidificar a fossa nasal.

Tratamento alternativo: A homeopatia costuma funcionar bem. Para as crianças menores, em geral, o especialista prescreve um remédio de fundo para fortalecer o sistema imunológico e outro para amenizar os sintomas da rinite. A medicina antroposófica recomenda um medicamento à base de marmelo e limão. Indicação fitoterápica, o chá de feno-grego e tomilho funciona como descongestionante.

Prevenção: Em casa, evite produtos de limpeza com cheiro forte e mantenha o ambiente livre de poeira e de mofo.

Pneumonia
Infecção no pulmão que pode ser causada por vírus ou bactéria. “O pulmão se enche de pus e perde a flexibilidade, dificultando a chegada do oxigênio no sangue, e por isso é tão perigosa”, explica o médico homeopata Paulo Rosenbaum. Às vezes é uma gripe que complicou, mas também pode surgir repentinamente. Se não for tratada logo e corretamente, a doença vai enrijecendo cada vez mais o pulmão e ele pára de funcionar.

Como identificar: Tosse, febre, dor no peito ao respirar e calafrios são os sinais. Bebês com menos de 1 ano podem ficar gemendo baixinho. “É bom verificar a freqüência respiratória. Mais de 50 inspirações por minuto numa criança de até 1 ano é o máximo. Se ela estiver com mais que isso, desconfie de pneumonia. Já em crianças mais velhas, o máximo é 40”, diz Baldacci.

Tratamento convencional: Na maioria das vezes, o tratamento é feito com antibióticos. Crianças menores de 2 anos costumam ser internadas para receber oxigênio. Em geral, também são receitados analgésicos que aliviam a tosse e diminuem a dor no tórax, além de uma dieta rica em ferro para aumentar o nível de oxigênio no sangue.

Tratamento alternativo: Pela gravidade do quadro, muitos pais preferem a abordagem alopática, embora a homeopatia e a medicina antroposóica também tratem desse mal. “Hoje em dia já conseguimos resolver muitos casos de pneumonia usando apenas a homeopatia”, afirma o médico homeopata Norberto Di Thomazo. A antroposofia, às vezes, inclui fisioterapia respiratória, vibradores no tórax e um procedimento chamado tapotagem, através do qual o médico dá pequenas golpes no tórax para ajudar a eliminar a secreção do pulmão.

Prevenção: Uma boa alimentação ajuda a fortalecer o organismo. Cuidados básicos como lavar sempre as mão evitam a infecção, assim como manter a criança longe de quem apresente sintomas da doença. A vacina contra o vírus Influenza também é bem-vinda, já que a pneumonia pode surgir como uma complicação da gripe. Atualmente já existe vacina contra o pneumococo, uma bactéria que causa muitos casos de pneumonia.

Asma
A mucosa brônquica (parede interna das vias respiratórias) sofre uma reação alérgica ao entrar em contato com determinadas substâncias, poeira, poluição ou durante exercícios físicos e quedas bruscas de temperatura. “Ela inflama e aperta as vias respiratórias, dificultando a entrada de ar”, explica Baldacci. A crise pode durar de dois a cinco dias.

Como identificar: Crises de falta de ar, chiado ao respirar, aperto no peito, tosse seca e respiração muito rápida são os principais sintomas.

Tratamento convencional: A base do tratamento é a inalação de antiinflamatórios corticóides e broncodilatadores, os dois em forma de “bombinha”.

Tratamento alternativo: “A homeopatia utiliza alguns medicamentos que diminuem a freqüência das crises, mas quando elas acontecem, normalmente a criança precisa usar o broncodilatador", diz Rosenbaum. A acupuntura tem sido usada em crianças a partir dos 10 anos para controlar o quadro e evitar as crises. Na medicina antroposófica o foco é cuidar do sistema renal. “Embora ataque o pulmão, é no rim que se assentam nossas emoções e a asma está diretamente ligada ao estado emocional”, diz o pediatra Aranha.

Prevenção: Evitar o acúmulo de poeira em casa, retirando tapetes e bichos de pelúcia. Fumaça de cigarro, produtos químicos e ambientes muito secos também devem ficar longe dos asmáticos.

A Coqueluche está voltando?

A coqueluche é uma infecção aguda da traquéia, brônquios e bronquíolos, causada pela bactéria Bordetella pertussis. Em crianças pequenas, é bastante perigosa, porque, além de enfraquecer o organismo, os intensos acessos de tosse podem até causar hemorragia interna. Na década de 50, as campanhas de vacinação em massa contra a doença, em diversos países, fizeram diminuir bastante o número de casos. Na década de 80, porém, a doença voltou a atacar. Hoje, a Organização Mundial de Saúde estima que ocorram cerca de 45 milhões de casos por ano no mundo, com 400 mil mortes. “Doenças como essa são cíclicas, por isso em alguns anos a incidência é maior e em outros, menor”, afirma a pediatra infectologista Luiza Helena Falleiros. Há várias hipóteses, para justificar o aumento repentino da doença, entre elas a redução da eficácia da vacina e a mutação da bactéria. Ainda não existem dados que comprovem um surto de coqueluche no Brasil, mas recentemente notou-se um aumento de casos em algumas localidades, como Ribeirão Preto, Campinas e Piracicaba. “O grande problema é que quando um adulto pega coqueluche, o médico não faz o diagnóstico exato para saber o que é. Isso faz com que esse adulto não tome os cuidados necessários e transmita a bactéria para a criança”, explica o pediatra Marco Aurélio Sáfadi. O plano ideal de imunização é aplicar a primeira dose da vacina aos 2 meses de idade, a segunda aos 4 meses, a terceira aos 6 meses e a quarta aos 18 meses, além de um reforço aos 5 anos.

Aquecedor e vaporizador

Os aparelhos de espiral incandescente não são recomendáveis. “Eles ressecam o ar e fazem com que a secreção da doença respiratória fique ainda mais espessa”, afirma o pediatra Evandro Baldacci. “A melhor opção é o aquecedor a óleo, que mantém a umidade do ambiente, pois transmite o calor por irradiação, sem consumir água nem oxigênio”. Também não adianta nada manter a criança num ambiente aquecido e quando ela sair sofrer uma queda brusca de temperatura. “O choque térmico faz com que a criança tenha uma congestão nasal”, explica Evandro. “A temperatura ambiente ideal é em torno de 22 graus.” Outro item que merece atenção são os vaporizadores, que umidificam o ar. Com o ar muito seco, eles ajudam a criança a respirar melhor. Porém, o uso excessivo deixa o ambiente muito úmido, o que favorece a concentração de ácaros e fungos. “O ideal é não passar de duas horas. Depois disso, os pais devem retirar a criança do ambiente, ventilá-lo e só depois ligar o vaporizador de novo”, aconselha o pediatra Antonio Carlos de Souza Aranha.



E chegam os problemas respiratórios...

Com o clima mais seco, os cuidados devem ser reforçados para que probleminhas sem maiores conseqüências sejam prevenidos e para que doenças mais sérias sejam tratadas.



Com a chegada do outono e do inverno o clima fica mais seco e a inversão térmica facilita o aparecimento de problemas respiratórios. Noites mal dormidas por causa de tosse e de nariz entupido são só alguns exemplos que prejudicam a saúde e atrapalham a rotina dos filhos e, de quebra, a nossa.

As doenças mais comuns nessas estações do ano (veja quadro abaixo) são causadas graças às bruscas alterações na temperatura e na umidade do ar, exposição à poluição ou à fumaça de cigarro, infecções e alergias a pó.

Para prevení-las é preciso ter disciplina. O reforço com os cuidados de higiene e com a limpeza da casa é extremamente importante. Trocar o cobertor pelo edredom, extinguir bichinhos de pelúcia e cortinas de tecido ou passar pano úmido todos os dias no chão já ajuda bastante, mas nem sempre resolvem.

Melhor mesmo é ir ao médico para evitar que o folclore de se curar tudo sozinho não comprometa o tratamento de doenças sérias, mas aparentemente inofensivas. Para o Dr. Roberto Rodrigues Junior, médico pneumologista especialista pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Coordenador do Serviço de Pneumologia da Diagnósticos da América, “vários problemas respiratórios podem apresentar os mesmos sintomas, como tosse, catarro, falta de ar e febre. Por isso, um profissional deve diagnosticar especificamente a doença e, com base nesse diagnóstico, realizar um tratamento direcionado”.

Doenças mais comuns no clima seco

Algumas mais tranqüilas e outras mais sérias – como pneumonia, tuberculose e enfisema –, mas todas passíveis de controle se medicadas corretamente.
• Alergias;
• Bronquite;
• Chiado no peito;
• Crises de asma;
• Enfisema pulmonar.
• Falta de ar;
• Faringite;
• Garganta seca e tosse;
• Gripe;
• Laringite;
• Pneumonia e suas complicações, como sinusite e otite;
• Rinite; e
• Tuberculose;

Dicas espertas

Prevenir é o melhor remédio e, mesmo que seu filho tenha propensão a essas doenças, é possível atenuar ou mesmo evitar que eles se agravem com essas diquinhas (ótimas para adultos e crianças). Mas lembre-se de sempre levá-lo ao médico.
• Agasalhe-o de acordo com a temperatura;
• Evite banhos muito quentes e demorados;
• Evite contato com animais de pena ou pêlo;
• Evite contato com pessoas que estejam gripadas;
• Lave as mãos frequentemente;
• Limpe diariamente a casa toda, com panos umedecidos (não use flanelas ou espanadores);
• Mantenha alimentação equilibrada, reforçando ingestão de frutas ricas em vitamina C;
• Não fume perto das crianças, principalmente em ambientes fechados;
• Não inale produtos com cheiro forte; e
• Vacine toda a família contra a gripe.

Soluções para grávidas – prevenir ou remediar

Algumas mulheres já possuem doenças respiratórias antes de engravidar – e continuam a ter esses probleminhas durante a gestação. Outras adquirem essas dificuldades por causa do stress na gravidez, insegurança, medo e ansiedade pelo nascimento do bebê. A Dra. Sueli de Almeida Raposo, coordenadora do Serviço de Colposcopia e médica no Amparo Maternal da Diagnósticos da América, nos ajudou a preparar uma série de atitudes preventivas ou curativas para que o inverno não seja tão rígido com sua saúde.
• Controle da asma, com acompanhamento obstétrico e pneumológico;
• Evite o contato com substâncias alergênicas, como flores e carpetes, mudanças bruscas de temperatura e infecções;
• Tente não se estressar;
• Evite, ao máximo, fumar;
• Se necessário, recorra à fisioterapia respiratória, que auxilia na ventilação pulmonar, eliminando o muco e equilibrando a oxigenação da mãe e do bebê;
• Em caso de problemas respiratórios, peça a seu médico um monitoramento ara avaliar vitalidade e perfil biofísico, garantindo que seu bebê esteja bem de saúde; e
• Converse com seu médico sobre a possibilidade de tomar vacina contra gripe;
Existem, ainda, alguns cuidados importantes para quem dará à luz no inverno. Por exemplo, é importante preparar o quarto do bebê com bastante antecedência, assim, quando ele chegar, o cantinho não terá mais cheiro de tinta, verniz ou resíduos de pó. Ambientes arejados evitam alergias, mas é preciso tomar cuidado para não deixá-los gelados. O banho do bebê também requer bastante cuidado: se estiver muito frio, coloque um aquecedor pequeno no banheiro (bem longe da água), apenas para dar uma sensação de aconchego e evitar choques térmicos e deixe tudo à mão, para agilizar a troca de roupa.

sábado, 12 de junho de 2010




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AS VITAMINAS E SEU PAPEL IMPORTANTE PARA O NOSSO ORGANISMO...

A descoberta formal das vitaminas revelou que as mesmas são substâncias orgânicas de que o organismo necessita em quantidades minúsculas. As vitaminas não possuem qualquer estrutura química específica em comum e, na maioria das vezes são consideradas como nutrientes acessórios, pois não fornecem energia nem contribuem substancialmente para a massa corporal, porém exercem funções vitais e específicas em todos os processos corporais, principalmente naqueles ligados à atividade física.

Com exceção da vitamina D, o corpo não consegue produzir as vitaminas, assim sendo, deverão ser fornecidas na dieta ou por suplementação dietética. A ausência destes nutrientes na dieta diária ou sua utilização inadequada pode resultar em doenças carenciais especificas.

Alguns alimentos – como vegetais folhosos, os legumes, os cereais e as frutas – são considerados boas fontes de vitamina. Mas é importante observar que fatores como o tipo de solo, o clima, os cuidados no plantio, o armazenamento e o preparo destes alimentos podem levar à perda ou a diminuição do seu teor de vitaminas. Nos produtos de suplementação nutricional, estas são sintetizadas em laboratório, o que não as torna menos efetivas ou de qualidade inferior à daquelas de origem natural. A vantagem é que, nos suplementos, as vitaminas estão cuidadosamente dosadas e acondicionadas de forma a conservar todas as suas características, garantindo assim o fornecimento ao organismo nas quantidades necessárias ao bom funcionamento orgânico.

Tipos de vitaminas:

Treze vitaminas diferentes foram isoladas, analisadas, classificadas e sintetizadas, já tendo sido estabelecidas as ingestões dietéticas recomendadas. Essas vitaminas são classificadas como lipossolúveis e hidrossolúveis. As vitaminas lipossolúveis são A, D, E e K e as hidrossolúveis são a piridoxina – B6, a tiamina – B1, a riboflavina – B2, a niacina, o ácido pantotênico, a biotina, a folacina (ácido fólico), a cobalamina – B12 e a vitamina C.

A necessidade de ingerir diariamente as vitaminas lipossolúveis não é absoluta, pois essas substâncias são dissolvidas e armazenadas nos tecidos adiposos do corpo. As vitaminas hidrossolúveis, por serem solúveis em água, são transportadas pelos líquidos corporais e não são armazenadas em quantidades significativas, devendo ser consumidas diariamente.

As vitaminas não contém energia útil para o corpo, mas em geral funcionam como elos essenciais que ajudam a regular a cadeia de reações metabólicas que facilitam a liberação da energia contida na molécula de alimentos e a controlar o processo da síntese tecidual. Como as vitaminas podem ser usadas repetidamente nas reações metabólicas, as necessidades dos atletas em geral não são maiores que as necessidades das pessoas sedentárias.


ALIMENTOS PARA AUMENTAR A IMUNIDADE DO ORGANISMO... vale a pena conferir e seguir...

Vitamina C
Fontes: pimentão, brócolis, couve de Bruxelas, couve- flor, sucos de frutas, suco de limão, mostarda, laranja, mamão, morango.

Alimentos com vitamina C aumentam a produção de células brancas que auxiliam no combate de infecções do sangue e aumentam os níveis de interferon, o anticorpo forma película protetora das células impedindo a entrada de vírus.



Vitamina E
Fontes: amêndoas, brócolis, acelga, mostarda, azeitonas, mamão, girassol, nabo.

A vitamina E estimula a produção natural de células "assassinas" (células que procuram e destroem bactérias e células cancerosas). A vitamina E aumenta a produção de células B, as células imunes que produzem anticorpos que destroem bactérias. A vitamina E também pode reverter parte do declínio na resposta imunológica comumente associado ao envelhecimento.


Carotenóides
Carotenóides
As hortaliças de carotenóides são aquelas que apresentam cor amarela, laranja ou vermelha e contêm carotenos, como beta-caroteno. O betacaroteno aumenta o número de células que combatem as infecções. Os pesquisadores acreditam que não é apenas o beta-caroteno, que produz todos estes bons efeitos, mas todos os carotenóides trabalhando juntos. Os caretonóides presentes nos alimentos são mais protetores contra o câncer do que suplementos de betacaroteno.Você deve comer pelo menos cinco porções de frutas e legumes todos os dias.

Vitamina B12

Fontes: carne, cordeiro, leite, salmão, camarão entre outros.

A vitamina B12 é central para os processos imunológicos porque, sem quantidade adequada de B12, as células brancas do sangue não podem amadurecer e se multiplicar. O ácido fólico também desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do sistema imunológico e manutenção.



Tiamina (B1)
Fontes: aspargos, cereais, carne de porco, sementes de girassol, atum.



Riboflavina (B2)
Fontes: aspargo, fígado de vitelo, cereais, cogumelos alface, alface.



Niacina (B3)
Fontes: aspargos, peito de frango, cereja, cogumelos, carne de porco, salmão, tomate, atum.



Piridoxina (B6)
Fontes: pimentão, couve-flor, cereja, mostarda, atum, nabos.

Folato
Fontes: aspargos, beterraba, brócolis, fígado de vitela, lentilhas, salsa, alface, espinafres.



Zinco
Fontes: ostras, cogumelos, carne, legumes.

Este mineral valioso aumenta a produção e a eficácia dos glóbulos brancos que combatem as infecções.. O zinco também aumenta as células "assassinas" que lutam contra o câncer e que ajudam os glóbulos brancos liberação de mais anticorpos. O zinco também aumenta o número de células-T que combatem as infecções, especialmente em pessoas idosas, que muitas vezes são deficientes em zinco e cujo sistema imunológico enfraquece, muitas vezes com a idade. A ação do Zinco no combate as infecções ainda é controverso. Enquanto alguns estudos afirmam que os suplementos de zinco na forma de pastilhas pode reduzir a incidência e a gravidade das infecções, outros estudos não demonstraram essa correlação. Uma palavra de cautela: zinco demais (mais de 75 miligramas por dia) na forma de suplementos pode inibir a função imunológica.

Cromo
Fontes: levedo de cerveja, ostras, fígado, cebola, cereais integrais, farelo de cereais, tomate, batata.
Muitas pessoas não ingerem o cromo o suficiente em sua dieta, devido aos métodos de processamento de alimentos que removem o cromo que ocorrem naturalmente em alimentos comumente consumidos.Investigações recentes em cobaias animais mostram que o cromo pode aumentar a capacidade das células brancas do sangue para responder à infecção.

Selênio
Fontes:castanha do Brasil, arroz integral, queijo cottage, frango (carne branca), gema de ovo, alho, linguado, lagosta, cogumelos, carne de porco, salmão, camarão, sementes de girassol, atum, cereais integrais.

O selênio aumenta as células natural assassina e mobiliza as células no combate câncer de combate a células.


AIDS/HIV e Alimentação Saudável

Cuidados Alimentares e Nutrição para a AIDS

As pessoas com Aids, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, podem ter uma esperança de vida prolongada e de forma mais independente, devido a cuidados de nutrição e alimentação que protegem o sistema imunitário.

O Que é o HIV e a AIDS?

O HIV é um vírus, o Vírus da Imunodeficiência Humana. Causa danos ao sistema imunitário e conduz a uma condição denominada AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Um sistema imunitário pouco saudável implica que as pessoas que vivem com AIDS tenham um risco muito superior de contrair infecções e condições que normalmente o sistema imunitário consegue combater.

Até 1996, um diagnóstico de AIDS conduzia à morte em 3-4 anos. Em 1996, a investigação médica levou à introdução de uma combinação de terapias medicamentais, o que significou uma melhor saúde para as pessoas que viviam com HIV e com Aids. A partir de 1996, a taxa de mortalidade decresceu bastante em todo o mundo.

Continua a verificar-se, contudo, um grupo de pessoas para quem os efeitos secundários da medicação são muito debilitantes, ou para quem as drogas simplesmente não funcionam. Este grupo de pessoas correm o risco de serem postas de parte e descriminadas, mesmo dentro da comunidade de pessoas afectadas com Aids. São também estas pessoas que mais necessitam de cuidados especiais com a alimentação e ter em atenção as necessidades de nutrição de uma doença como a Aids.

Os efeitos secundários dos medicamentos para a aids e os efeitos do HIV no organismo podem causar uma série de sintomas debilitantes, que incluem náuseas, diarreia, mobilidade limitada (causada por neuropatia periférica) e inflamação dos nervos, especialmente nas mãos e nos pés.

Como o HIV é transmitido?

O HIV é transmitido através de sémen, fluidos vaginais ou sangue transferido de uma pessoa infectada com HIV. Ninguém apanha aids através de contacto casual, cozinhar ou tocar em alguém infectado com HIV. Desde a epidemia de aids, no inicio dos anos 80, não houve casos de transmissão de HIV casual. Os poucos casos relacionados com trabalho são na sequência de ferimentos com seringas, principalmente nos hospitais. É hoje amplamente reconhecido que a utilização de normas comuns de segurança ao lidar com derramamentos de sangue ou fluidos é uma forma eficaz de impedir a transmissão de aids.

Aids e a Nutrição

Uma boa nutrição e cuidados com a alimentação são condições essenciais para um sistema imunológico saudável. No entanto, uma pessoas com HIV / Aids pode ter dificuldades em conseguir assegurar uma boa nutrição por um conjunto de razões. Tanto o próprio vírus HIV como os medicamentos utilizados para o combater podem causar uma multiplicidade de problemas que em última instância afectam a saúde nutricional do doente.

Náuseas crónicas, alteração do paladar, perda de apetite, dificuldades em mastigar ou engolir ou a falta de dinheiro para comprar alimentos, são factores que podem levar a que as necessidades nutricionais não sejam cumpridas. Mesmo quando o doente é capaz de comer e beber, pode haver uma diminuição das quantidades de nutrientes absorvidos devido a diarreias. A diarreia é um dos mais comuns efeitos secundários da medicação para a aids.

Uma infecção de HIV descontrolada pode também aumentar a taxa metabólica, resultando em necessidades de energia muito mais elevadas.

Todos estes problemas de má absorção e do aumento das necessidades de energia, e por consequência, de nutrientes, pode levar a uma rápida perda de peso. Esta perda de peso, sobretudo de proteínas musculares, provoca um elevado cansaço, tornando-se ainda mais difícil comprar alimentos, cozinhar, ou mesmo comer. A perda de peso também reduz a capacidade do sistema imunológico de combater outras infecções e doenças.

Devido à natureza mutável do vírus HIV e regimes de tratamentos, os sintomas e necessidades dietéticas podem variar muito de mês para mês, ou mesmo de semana para semana. Por exemplo, um doente com aids pode sentir-se bem num mês e logo no mês seguinte apresentar sintomas de diarreia e náuseas intensas.

Seguem-se algumas indicações de alimentação para a aliviar os sintomas de aids:
a) Perda de Peso

É muito importante para doentes de aids com desperdício ou perda de peso tentar reconquistá-lo.

É importante nestes casos seguir uma alimentação mais rica nos sectores da energia e da proteína. Os alimentos ricos em proteínas, como carnes, peixe ou frango, alimentos lácteos, frutos secos e leguminosas ajuda a reconstruir os músculos e estimular o sistema imunológico, enfraquecido pelo HIV. A energia de fontes de gorduras saudáveis (gorduras polinsaturadas e monoinsaturadas) promove também o ganho de peso. Contudo, uma dieta rica alimentos energéticos não é recomendada caso o doente tenha diarreia severa causada pela aids.

Poderá também consumir snacks rápidos de elevado valor energético. As sugestões incluem queijo, biscoitos, bolos, frutos secos, azeitonas, leite e iogurte.

b) Perda do Apetite



As náuseas e as mudanças causadas pela medicação da aids podem causar um decréscimo ou mesmo perda do apetite. Neste caso, importa nutrir o corpo com alimentos líquidos ou liquefeitos, como sopas ou batidos. É também preferível tomar refeições pequenas, mas mais frequentes ao longo do dia, em vez de duas ou três grandes refeições, uma vez que o organismo consegue tolerar melhor esta forma de alimentação.

Para evitar os cheiros fortes dos alimentos, que muitas vezes causa náuseas, poderá optar por alimentos frios, como sandes, saladas, sobremesas frias, frutas, etc.
) Diarreia

A diarreia pode ser causada por infecções ou alguns tipos de medicação. Nestes casos, o melhor tipo de alimentação é uma dieta com poucas fibras, já que as fibras insolúveis podem agravar a diarreia e são encontradas no pão, arroz integral, frutas e legumes com casca e sementes (as frutas e legumes sem casca devem ser encorajadas).

Deve beber muitos líquidos. A diarreia pode causar desidratação grave, pelo que a ingestão de fluidos é essencial.

Alimentos ricos em gorduras, fritos, bolos, salsichas, enchidos, molhos, etc, podem agravar a diarreia. Deve-se ter um especial cuidado para alimentos lácteos, já que a lactose é o açúcar encontrado no leite de vaca ou cabra e pode também agravar a diarreia. Consuma leite de soja ou leite com redução de lactose como alternativa. O iogurte e queijo, geralmente não causam problemas.

Segurança Alimentar

Geralmente, o corpo humano está bem equipado para lidar com a intoxicação alimentar. No entanto, as pessoas com aids e com sistema imunitário enfraquecido têm um risco acrescido de contrair uma doença de origem alimentar. Por isso, e em especial em casos de doentes com aids, é importante seguir directrizes básicas de precaução e segurança alimentar, tais como:

- Lavar as mãos antes de uma refeição

- Descongelar os alimentos congelados no frigorífico ou num forno microondas, e não à temperatura ambiente

- Não deixe alimentos perecíveis, como leite, queijo, ovos ou restos de carne, à temperatura ambiente por um período superior a duas horas

sexta-feira, 11 de junho de 2010




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Rabada com batatas e agrião

Ingredientes
■1 Kg e meio de rabada de boi (cortada)
■3 colheres de azeite
■4 dentes de alho grandes (fatiados)
■2 cebolas grande (cortadinha em cubos)
■1 molho de salsa e cebolinha (cortadinha)
■Sumo de um limão grande
■Pimenta do reino á gosto


Modo de Preparo
Tempere a rabada, com seu tempero preferido, junto com o sumo do limão e apimenta do reino
Deixe neste tempero por uma hora
Enquanto espera, escolha e lave os molhos de agrião
Detalhe, separe as folhas de agrião de forma que fiquem um pouco com parte do talo
Numa panela de pressão coloque o azeite e para esquentar um pouco
Logo a seguir, ponha a metade de uma cebola e o alho até que fiquem quase dourados
Em seguida coloque a rabada e refogue sempre, pingando água para que seja apurada
Não tampe a panela ainda!
Quando estiver bem douradinha, coloque água até que possa cobrí-la
Tampe agora a panela e deixe por 50 minutos
Logo a seguir abra a panela e coloque os tomates e a cebola restante
Após 2 minutos inclua o agrião e deixe por mais 3 minutos
Adicione a salsa e a cebolinha e pronto, agora é só saborear..
Você só tampa a panela, quando tiver que cozinhar a rabada
A etapa que se segue é feita com a panela aberta
Sirva com arroz branco